domingo, 18 de setembro de 2011

Melhores amigos do homem



“(...) Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?” (Texto extraído do filme MARLEY & EU)

No dia 13 de julho de 2011, foi publicado na Folha.com o resultado de um estudo feito por psicólogos das universidades de Miami e St. Louis, sobre os benefícios físicos e psicológicos que os animais de estimação trazem para seus donos.

O estudo apontou que os donos destes animais são pessoas menos solitárias, praticam mais exercícios, são mais extrovertidas do que tímidas ao se aproximar de outras pessoas etc.

Não tenho animal de estimação há muitos anos, mas já tive um poodle e três cocker spaniel. Só não cheguei a ter muita “convivência” com o poodle porque eu era muito novo nessa época. Os outros três chegaram bem depois.

Concordo com o resultado do estudo feito pelos psicólogos, mas confesso que me “preocupo” quando vejo algumas pessoas dizendo que vão adotar ou “comprar” um animal de estimação.

Muitas destas pessoas tomam esta decisão ao ver um filhote de cachorro, por exemplo. Naquele momento elas resolvem de imediato, que precisam de um daqueles dentro de casa. O problema é quando estas pessoas esquecem que eles são seres vivos, possuem suas necessidades e precisam de atenção.

É muito comum encontrar animais completamente esquecidos em determinados lares. O esquecimento a que eu me refiro não diz respeito somente a deixar o animal ao relento, mas sim à falta de atenção oferecida a eles. Muitos cachorros chegam a adotar comportamentos agressivos pela falta de convivência com o próprio dono. Eles passam a ver no dono uma figura que pode oferecer algum tipo de ameaça.

As famílias que perdem o controle do animal acabam recorrendo ao abandono, que é, sem dúvidas, uma das atitudes mais cruéis que se pode tomar contra eles.

Mas o abandono não acontece somente nestes casos. Quando a família passa a morar em um local menor ou quando, simplesmente, “enjoam” do animal, o abandono é encontrado como uma suposta solução.

Quando se aprende a maneira correta de lidar com um cachorro, gato etc., respeitando suas necessidades, dificilmente eles se tornam um problema. Pelo contrário, o que surge é uma relação de total cumplicidade com estes seres que são eternos filhotes.

O filme que melhor retrata, de forma bem realista, esta relação com todos os seus pontos negativos e positivos é “Marley & Eu” de David Frankel, com Owen Wilson e Jennifer Aniston. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de John Grogan. Eu recomendo que primeiro seja feita a leitura do livro, onde a história está bem mais “encorpada” e interessante.

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