domingo, 29 de abril de 2012

Três décadas para celebrar e continuar apontando pro futuro


O show que comemora os 30 anos do Kid Abelha, com transmissão pelo canal Multishow, vai contar com um registro em DVD da apresentação que a banda fez na sexta (27) e sábado (28) no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Acompanhei desde os bastidores até o final, quando o palco já estava vazio e os créditos começaram a subir.

A banda, que estava de “férias” desde 2007, voltou à estrada no ano passado, correu várias cidades do país com a turnê Glitter de Principiante e lançou três músicas (Glitter de Principiante, Veio do Tempo e Caso de Verão).

A abertura contou com um vídeo narrado pela jornalista Mônica Waldvogel fazendo um resumo da história do grupo acompanhada de uma trilha de grandes sucessos. Falando em sucessos, o público fez coro a quase todas as canções. Teve “No seu lugar”, “Por que eu não desisto de você?”, “Garotos”, “Eu tive um sonho”, “Alice” e mais uma infinidade de hits que há três décadas atravessam gerações.

O agradecimento veio com a Paula Toller enfatizando a cumplicidade dos fãs que acompanham a banda desde o primeiro show, feito em 1982 no Rio de Janeiro, quando a crítica dizia que aquilo ali não passava de uma “banda de um só verão”. O agradecimento também foi feito aos que seguem a banda há menos tempo.

As participações especiais ficaram por conta do DJ Marcelinho da Lua e da Bateria “Surdo Um” da Mangueira, responsável pelo grand finale que misturou pop, rock e samba em “Pintura Íntima (Fazer Amor de Madrugada)”.

Eu e o Kid - Comecei a gostar da banda quando eles gravaram o clássico CD/DVD Acústico MTV, em 2003. Ouvi essas músicas tantas vezes que sei até hoje a letra de várias delas de cor.

Em 2005 foi lançado o CD/DVD Pega Vida, um álbum de inéditas e que me fez ter ainda mais afinidade pela banda. Na época eu fiz algumas pesquisas sobre eles para saber, além de sua história, quais eram todos os seus grandes sucessos.

Em 2008, para minha surpresa, eles resolvem fazer uma pausa. Lembro que fiquei um bom tempo acompanhando notícias sobre a Paula Toller e o George Israel para saber se havia alguma previsão de retorno do grupo ou confirmação de que tudo realmente havia acabado.

Em 2011, quando o Kid voltou, eu fui pela primeira vez a um show deles. Todo mundo estava ali matando a saudade e cantando mais da metade do repertório apresentado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador.

Foi muito bom acompanhar a transmissão feita pelo Multishow porque pude lembrar esse show que eu fui e pude ouvir minhas músicas preferidas. Mas o melhor de tudo foi ver que a banda está com a maturidade de seus 30 anos e com a vitalidade de quem está começando. Que eles continuem atravessando gerações e levantando a bandeira do bom e autêntico pop-rock brasileiro! Vida longa ao Kid Abelha!
Imagem: http://www.google.com.br/imgres?num=10&hl=pt-PT&biw=1024&bih=667&tbm=isch&tbnid=CnWa7anuyl7yKM:&imgrefurl=http://contamais.com.br/festas/banda-kid-abelha-lanca-projeto-multishow-ao-vivo-kid-abelha-30-anos/8427&docid=9gDobRJQrOih1M&imgurl=http://contamais.com.br/upload/imagens_upload/Kid_Abelha_turn.jpg&w=570&h=400&ei=aUZVUOnTBIuy8AT68oAw&zoom=1&iact=hc&vpx=537&vpy=175&dur=300&hovh=188&hovw=268&tx=102&ty=93&sig=113740550972503662996&page=2&tbnh=144&tbnw=206&start=12&ndsp=19&ved=1t:429,r:2,s:12,i:120

domingo, 22 de abril de 2012

Quando a razão vence a hipocrisia


Desde que o Supremo Tribunal Federal liberou o aborto de fetos anencéfalos este assunto se transformou na principal pauta de discussões que correu todo o país. Nos debates que aconteceram nas redes sociais dava pra perceber que a maioria das pessoas era a favor da interrupção da gravidez neste caso. Ao mesmo tempo, durante o voto dos ministros, grupos promoveram uma série de protestos contra.

Em São Paulo, uma mulher de trinta anos e grávida de quatro meses, deu uma entrevista ao site da revistaVeja indignada com o fato de não poder realizar o aborto porque a decisão do STF ainda não havia sido divulgada no Diário Oficial da União.

Na semana em que os ministros estavam para fazer a votação, o Jornal Nacional exibiu uma reportagem com uma estudante de 19 anos que também foi impedida de realizar o procedimento. Só que ela chegou a ter a criança, que morreu logo após o parto, e agora sofria com as complicações que adquiriu.

Uma mãe ter de esperar nove meses para ter seu filho, sabendo de sua má formação, e ele morrer com poucas horas ou minutos de vida pode gerar um grande dano psicológico e até físico a ela. Este tipo de dano também gera risco à saúde dessa mãe. Diante disso, porque essa decisão não foi tomada antes? Por que tem tanta gente achando a legalização um absurdo? 

A decisão final sobre a interrupção de uma gravidez quando o feto é diagnosticado com anencefalia fica por conta da própria mãe. Ou seja, o aborto não será obrigatório, nenhum médico vai impor que aquela vida seja interrompida.

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) desde o início de tudo isso vem se mostrando contra o aborto neste tipo de situação e, por sinal, a maioria das pessoas que não aprovou a determinação do Supremo usa argumentos baseados em ensinamentos da bíblia para justificar sua posição.

Este pensamento "religioso" era um dos fatores que mais dava força para que o assunto nem sequer fosse comentado, mas já que vivemos em um país oficialmente laico, que bom que conseguimos, ao menos desta vez, agir com a razão e não com a hipocrisia. 


A vida agradece!

domingo, 1 de abril de 2012

A música é o melhor remédio


Uma experiência realizada com ratos no Japão e publicada no Journal of Cardiothoracic Surgery provou que a música pode ajudar na recuperação de transplantados. Sobreviveram por mais tempo os animais que ouviram muita ópera após um transplante de coração do que aqueles que ouviram pouca.

Eu costumo ouvir música quando estou a bordo do ônibus (fone de ouvido!), dirigindo, usando o computador, malhando... Não tenho um gosto específico, tenho minhas preferências dentro de quase todos os gêneros. Agora, por exemplo, eu tenho ouvido muito forró e sertanejo por causa desse clima pré São João que já está se instalando. A depender da época ou de como eu esteja, diversifico o que vou botar pra tocar.

Falando nisso, a revista Galileu publicou na edição de abril uma entrevista com o pesquisador Alex Doman, coautor do livro Healing at the Speed of Sound (A cura com a velocidade do som, sem edição brasileira), em que ele afirma que a música tem papel importante no nosso humor, no desenvolvimento do cérebro e, por consequência no nosso sistema imunológico.

Como eu sempre preciso “tirar da cartola” coisas interessantes pra escrever para a faculdade ou para o estágio, muitas vezes a criatividade some. Uma das estratégias que eu uso quando isso acontece é fazer uma playlist. Com isso eu acabo lembrando alguma situação, de algo que eu havia lido ou visto e a partir daí a criatividade reaparece com força total. Muitas vezes a ideia passada no verso de uma canção embala todo o ritmo de um texto meu.

Outro poder que a música tem é o de eternizar momentos ou fases importantes da nossa vida. Quando ouço “Aquarela” de Toquinho ou “Planeta Água” de Guilherme Arantes, por exemplo, lembro minha infância. Talvez por ter tido professores que sempre colocavam essas músicas pra tocar nas aulas. Outro exemplo é “Quando te Vi”, uma versão que Beto Guedes fez para “Till There Was You” de John Lennon e Paul McCartney, que me faz lembrar minha mãe porque ao ouvir essa música ela conta que foi essa a trilha de quando ela entrou na igreja no dia de seu casamento.

Vou deixar aqui uma canção que me acompanha há mais ou menos uns cinco anos. Não que eu seja fã dos Cranberries, só conheço os hits, mas “Linger”, de Dolores O’Riordan e Noel Hogan, independente do sentido da letra, é naturalmente forte, marcou uma fase da minha adolescência e até hoje eu gosto muito de ouvir. Gosto tanto que não ouço sempre justamente pra não perder a graça.