sábado, 25 de junho de 2016

Mistério sempre há de pintar por aí...

Temas exotéricos chamam minha atenção a ponto de me fazer levar horas lendo sobre astrologia, numerologia e tendo conversas que parecem não ter fim com amigos que têm o mesmo interesse no assunto. No final de 2014 uma amiga tomou coragem pra se consultar com uma taróloga/medium e acabou me levando junto. A conversa durou uma hora, mas me deixou num estado de inquietação tão forte que eu me dividia entre achar tudo aquilo interessante e ao mesmo tempo assustador. 

Cheguei com uma vontade grande de entender como aquilo tudo funcionava, mas muito desconfiado (mania de jornalista). Qualquer defesa que eu tinha foi derrubada nos primeiros dez minutos de conversa. Ela descreveu o meu momento presente com uma precisão que me deixou sem reação. Também ouvi toda a minha personalidade, o meu jeito de ser e de encarar as situações ser apresentado a mim. Era como se eu estivesse conversando comigo. 

A segunda parte da conversa parecia querer atestar de uma vez por todas que aquilo tudo não podia ser questionado. Isso porque assuntos do meu passado foram levantados. Não só experiências, mas sensações, emoções e tudo o que me passou na cabeça à época de certos acontecimentos. Até a forma como estes eventos moldavam o meu comportamento atual foi falada. Impressionante.

Os últimos minutos da conversa serviram para falar sobre o futuro. A médio ou longo prazo, não dava pra não ver verdade em tudo aquilo diante do que me foi apresentado no início daquela consulta.

Saí de lá refletindo sobre toda a minha vida e procurando seguir os conselhos que todas as situações que eu passei e estava passando queriam me dar sem que eu percebesse. 

Depois deste primeiro contato, cheguei a ir mais duas vezes conversar com ela, que se tornou uma pessoa por quem tenho grande carinho, admiração, respeito e tenho como uma conselheira espiritual.

Mas toda essa experiência, tanto com ela quanto com outra taróloga que visitei no fim do ano passado me fizeram chegar à conclusão de que quando se trata de futuro, a interpretação que levamos para casa deve ser cuidadosa. Até porque a existência do livre arbítrio faz com que a vida tome rumos fora do que estava programado. Aprendi que quando se trata de futuro essas previsões são tendências. Na verdade isso foi algo que ela mesma chegou a me avisar. 

É importante que haja essa essa consciência para que evitemos expectativas criadas da forma incorreta e no momento inapropriado. Sendo mais didático, se há, por exemplo (por exemplo!), uma tendência de que há alguém por perto lhe prejudicando em algum campo social ou profissional da sua vida, isso não significa que aquele amigo mais próximo ou colega mais chegado é essa pessoa. Muito menos de que essa pessoa é aquele conhecido com quem você teve uma rusga recentemente, há muito tempo ou até aquele ex amigo (ou inimigo).

Acredito que há muitos impostores nesse meio, mas definitivamente existe quem tenha essa dom. Essas pessoas são especiais e merecem uma chance de mostrar para nós um pouco de quem nós somos e do que foram as nossas experiências muito além do que as nossas rasas interpretações conseguem absorver.

Mistério sempre há de pintar por aí...

Temas exotéricos chamam minha atenção a ponto de me fazer levar horas lendo sobre astrologia, numerologia e tendo conversas que parecem não ter fim por amigos com o mesmo interesse no assunto. No final de 2014 uma amiga tomou coragem pra se consultar com uma taróloga/medium e acabou me levando junto. A conversa durou uma hora, mas me deixou num estado de inquietação tão forte que eu me dividia entre achar tudo aquilo interessante e ao mesmo tempo assustador. 

Cheguei com uma vontade grande de entender como aquilo tudo funcionava, mas muito desconfiado (mania de jornalista). Mas qualquer defesa que eu tinha foi derrubada nos primeiros dez minutos de conversa. Ela descreveu o meu momento presente com uma precisão que me deixou sem reação. Também ouvi toda a minha personalidade, o meu jeito de ser e de encarar as situações ser apresentado a mim. Era como se eu estivesse conversando comigo. 

A segunda parte da conversa parecia querer atestar de uma vez por todas que aquilo tudo não podia ser questionado. Isso porque assuntos do meu passado foram levantados. Não só experiências, mas sensações, emoções e tudo o que me passou na cabeça à época de certos acontecimentos. Até a forma como estes eventos moldavam o meu comportamento atual foi falada. Impressionante.

Os últimos minutos da conversa serviram para falar sobre o futuro. A médio ou longo prazo, não dava pra não ver verdade em tudo aquilo diante do que me foi apresentado no início daquela consulta.

Saí de lá refletindo sobre toda a minha vida e procurando seguir os conselhos que todas as situações que eu passei e estava passando queriam me dar sem que eu percebesse. 

Depois deste primeiro contato, cheguei a ir mais duas vezes conversar com ela, que se tornou uma pessoa por quem tenho grande carinho, admiração, respeito e tenho como uma conselheira espiritual.

Mas toda essa experiência, tanto com ela (com quem já voltei a me consultar algumas vezes) quanto com outra taróloga que visitei no fim do ano passado me fizeram chegar à conclusão de que quando se trata de futuro a interpretação que levamos para casa deve ser cuidadosa. Até porque a existência do livre arbítrio faz com que a vida tome rumos fora do que estava programado. Aprendi que quando se trata de futuro essas previsões são tendências. Na verdade isso foi algo que ela mesma chegou a me avisar. 

É importante que haja essa essa consciência para que evitemos expectativas criadas da forma incorreta e no momento inapropriado. Sendo mais didático, se há, por exemplo (por exemplo!), uma tendência de que há alguém por perto lhe prejudicando em algum campo social ou profissional da sua vida, isso não significa que aquele amigo mais próximo ou colega mais chegado é essa pessoa. Muito menos de que essa pessoa é aquele conhecido com quem você teve uma rusga recentemente, há muito tempo ou até aquele ex amigo (ou inimigo).

Acredito que há muitos impostores nesse meio, mas definitivamente existe quem tenha essa dom. Essas pessoas são especiais e merecem uma chance de mostrar para nós um pouco de quem nós somos e do que foram as nossas experiências muito além do que as nossas rasas interpretações conseguem absorver.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Fuga

Sempre gostei muito de dormir. Não consigo ver sentido em dizer que dormir muito é perda de tempo. Não consigo achar interessante viver perdendo noite aproveitando as supostas possibilidades infinitas dos acasos da vida.

Nos finais de semana e feriados eu durmo até não conseguir mais ficar na cama. Até perder o sono por fome ou por dor no corpo depois de tanto tempo deitado. Mas durante a semana é diferente independente de estar trabalhando e ter obrigação com o relógio.

Há algum tempo dormir virou uma fuga. Quando estou ansioso ou triste, separo um momento do dia para tirar um longo cochilo. Ou então deito mais cedo que o de costume e só levanto no dia seguinte.

Percebi que funciona como uma espécie de anestésico contra ansiedade já que faz o tempo passar rápido e o que está por vir chegar mais depressa.

Mas o termo fuga faz mais sentido quando se trata de tristeza. Isso porque eu tenho certa facilidade para sonhar. Na verdade não sei se facilidade seria a palavra mais apropriada. Mas mesmo com a maior das trietzas, um sono raramente me leva a ter pesadêlos. Pelo contrário, dou início ao ritual de dormir pensando no que me entristece, nas possibilidades e insisto em ser otimista involuntariamente.

A minha ideia de que sonhar não custa nada e que só eu vou saber a história que vai se passar em minha cabeça me faz deixar a imaginação fazer o passeio que ela quiser. Acabo pegando no sono assim. Raramente sonho com o que fiquei imaginando, mas tenho um bom sono e um bom sonho.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Ensaio

Um ano e pouco mais de dois meses desde a minha última postagem! Quanta coisa mudou neste tempo em minha vida... E quanta coisa continuou exatamente como antes... Confesso que já nem me lembrava mais deste blog. Mas alguns últimos acontecimentos foram pouco a pouco me fazendo querer voltar aqui de verdade, sem ensaio: um amigo muito querido que foi fazer intercâmbio na Irlanda, o que imediatamente me fez lembrar de Toronto, a sensação de não ter mais o inglês tão fluente como há um tempo, a retomada aos estudos do idioma e ter voltado a assistir seriados, o que me fez perceber que o meu ouvido ainda continua bom para o inglês.

Criei este blog  em 2011 sabendo exatamente o que queria. A intenção era ser visto, já que eu não tinha nenhuma experiência em jornalismo. Portanto, ter um blog era uma forma de mostrar pras pessoas um pouco de como eu escrevia. E, como resultado disso, conseguir um bom estágio. Deu certo. Comecei publicando textos sobre os mais variados assuntos que me despertavam interesse. Depois tudo começou a virar um grande hobby. Como gosto de escrever, não era difícil achar inspiração para fazer minhas postagens por aqui. Escrevia, revisava, escrevia mais um pouco, aí voltava a revisar, avaliava na pré visualização e aí publicava. 

Tudo começou a ficar ainda mais interessante quando eu comecei a receber feedback dos meus amigos, colegas de faculdade e professores. Fui me sentindo cada vez mais motivado e me obrigando a escrever mesmo quando não houvesse muita disposição. E não vou mentir que adorava quando ouvia um: já tem postagem nova no blog? 

Depois de um tempo fui ficando sem muita oportunidade de escrever. Havia disposição, havia inspiração, mas faltava um momento para fazer isso. A faculdade e o estágio, além dos cursos e mais cursos que eu fazia, estavam me absorvendo. E, claro, uma vida social que precisava existir. 

Só tive motivação para voltar a escrever por aqui quando fui morar no Canadá. Todo dia era uma novidade desde a hora em que eu abria os olhos de manhã cedo e via da janela a minha rua coberta de neve, ao momento em que eu, depois de chegar em casa, pensava duas vezes se ia mesmo tomar um banho por causa do frio. Tudo virava assunto naquela que será sempre a minha cidade maravilhosa. 

Neste tempo em que estive longe daqui eu passei pela crise do recém formado sem emprego, fiz um curso de conversação em inglês, tive a oportunidade de fazer trabalhos (como freelancer) maravilhosos, ganhei um filho de quatro patas e orelhas enormes, me apaixonei por animais marinhos, conheci João Pessoa (PB) e Recife (PE), e também vivi uma saudade dolorosa, além de encontros e desencontros. Vou falar sobre tudo isso nas postagens futuras.

Como falei na frase acima, esta postagem não é uma visita de médico ao blog. Pretendo de fato voltar a escrever neste espaço. Não sei dizer por quanto tempo... Pensei em mudar o nome da página pra algo que fizesse referência ao meu quarto e à madrugada, já que são o local e o horário das postagens. Mas já que acabei de voltar, vamos com calma, sem pressa. Quem sabe numa madrugada ainda mais inspiradora eu não faço uma revolução por aqui.