domingo, 31 de julho de 2011

O idoso e o transporte público

Perante o Estatuto do Idoso uma pessoa é considerada idosa a partir dos 65 anos de idade. Atendimento prioritário em bancos, não precisar enfrentar fila em estabelecimentos comerciais e assento preferencial em veículos de transporte coletivo são só alguns dos direitos usufruídos por quem chega nesta fase da vida.

Todos estes direitos estão previstos em lei, mas nem sempre estas determinações judiciais são respeitadas.
A falta de respeito com o idoso pode ser facilmente percebida no sistema de transporte público. Muitos veículos coletivos não possuem a sinalização nos locais preferenciais, que se encontram próximos aos que são reservados a gestantes e deficientes físicos. Mas o problema se torna mais grave quando o lugar está sinalizado e, mesmo assim, o idoso não pode se acomodar porque há outro passageiro, mais jovem, sentado.

É comum se deparar com situações em que um passageiro senta no local sinalizado por não haver idoso no veículo ou porque o local está vago. Mas quando o idoso chega, da mesma forma que muitos se levantam para ceder o lugar (na verdade, devolver), existem os que não se sentem nesta obrigação. Uns viram o rosto, outros esperam que algum passageiro se levante para ceder o lugar e, ainda existem aqueles que reagem à situação com indiferença.

Em veículos superlotados é possível, inclusive, se deparar com passageiros que reclamam quando um idoso, fora do veículo, faz sinal para entrar. Todos estes conflitos não se restringem somente a passageiros mais novos e passageiros mais velhos, muitos motoristas também entram na história.

Alguns motoristas ignoram a sinalização feita pelo idoso para embarcar. Há aqueles que freiam muito longe do ponto, obrigando-os a correr para conseguir alcançar. Existe, também, os motoristas que esperam o idoso subir no veículo, mas não esperam que ele se acomode, causando uma situação constrangedora.

Uma reportagem publicada no jornal A Tarde do dia 3 de julho de 2011, sobre as dificuldades encontradas pelos idosos para encontrar assistência no serviço público de saúde, trouxe uma informação interessante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 2009, que afirma que em por volta do ano 2040 o número de pessoas com mais de 50 anos vai superar o de pessoas com de 0 a 30. Na mesma reportagem há um dado da coordenação de difusão de informações do IBGE, que afirma que a população acima dos 60 anos alcançou quase 1,5 milhão atualmente.

Este tipo de dado para o futuro se torna algo extremamente preocupante quando colocado ao lado da realidade vivida pelos idosos. O que resta é esperar que, de alguma maneira, as pessoas passem a fazer uso do respeito, da educação e do bom senso.

Imagem: http://1.bp.blogspot.com/-TGWwXiMOFeE/TjTGkh0ga6I/AAAAAAAAAGg/L63w0457QV4/s400/idosos.jpg

domingo, 24 de julho de 2011

"(...) And I'll Go Back to Black"


Nesta quinta-feira passada eu estive pensando em gravar o álbum “Back to Black” numa mídia para poder ouvir no carro. Ouvi todas as músicas assim que o encontrei numa rádio online. Fiz a mesma coisa na sexta-feira antes de baixar o CD completo.

Ao ligar a TV no sábado de manhã no canal Globo News, fui surpreendido com a interrupção do programa que estava sendo exibido. Era o plantão de notícias onde a jornalista Maria Beltrão anunciou que um jornal britânico havia acabado de noticiar que a polícia de Londres encontrou a cantora Amy Winehouse morta.

Comecei a gostar da Amy com a música “Rehab” seu primeiro grande hit. A partir de “You Know I’m no Good”, seu segundo grande sucesso, passei a prestar mais atenção na sua obra. Apesar de seu estilo ser completamente diferente de tudo aquilo que eu tinha como preferência musical, ela se tornou uma das centenas de artistas por quem cultivo admiração.

A notícia de sua morte me pegou de surpresa. Como a informação havia sido divulgada há poucos instantes e ainda não havia uma confirmação por parte dos assessores dela, cheguei a imaginar que se tratasse de um engano. Infelizmente não era o caso.

Há quem diga que já imaginava que isto pudesse acontecer a qualquer momento devido ao fato de ela ter uma vida extremamente conturbada pelo envolvimento com bebidas e drogas. Acho que eu fui um dos poucos que até agora não conseguiu encarar com tanta “naturalidade” o fato.

Artistas como ela fazem com que a mídia encare sua vida pessoal como um grande espetáculo. Qualquer passo se transforma automaticamente em notícia. O fato de ser tão jovem, tão talentosa, tão reconhecida e de ao mesmo tempo ter uma vida cercada de polêmicas fez com que Amy construísse um ícone, um personagem, sobre sua imagem. E estes ícones muitas vezes parecem ser imunes a certas adversidades como a morte.

As músicas, a interpretação e voz de Amy são sem dúvidas o que de melhor já surgiu no cenário artístico musical do mundo nos últimos anos. Mas mesmo com toda a comoção pela sua partida o que fica de positivo nisto tudo é que sua obra sempre estará presente.

domingo, 17 de julho de 2011

Descobrindo o Bullying


Nos últimos dois meses eu estive envolvido com a produção de um trabalho, para a faculdade, sobre o bullying. Assim como a maioria das pessoas, eu achava que, por este ser um problema que acontece muito no período em que estamos na escola, sabia exatamente do que se tratava. E, sinceramente, não dava a menor importância. Via o bullying como algo distante da minha realidade, achava que as pessoas estavam dando um tom sensacionalista a uma questão simples, que acontece com qualquer pessoa, em qualquer lugar e que não chega a ser grave.

Comecei a ler um livro chamado “Bullying – Mentes Perigosas nas Escolas” da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. A cada capítulo pelo qual eu passava maior era a minha surpresa. Descobri que não fazia ideia do que, de fato, era o bullying e de tudo que ele pode causar na vida de uma pessoa. Puxando pela memória, consegui identificar muitas situações em que me via, de certa forma, como vítima, como agressor e até como expectador deste tipo de violência.

Entrevistei uma psicóloga, uma diretora de escola pública e algumas crianças que passaram por este tipo de situação.

Estas crianças, tanto a que agride como a que é agredida, me passaram nas suas respostas uma característica em comum: o conformismo. Esta segunda me contou de que forma tudo acontecia, mas, até pelo seu olhar que demostrava certa tristeza e vergonha, ela não entendia porque aquilo acontecia justamente com ela, mas também não acreditava que devia levar este tipo de problema aos pais, uma vez que para ela a solução seria simplesmente mudar de escola.

Já o agressor falou com uma naturalidade incrível! Ele chegava a tratar do assunto com certo deboche. Ele contava de que forma ele agia e dava gargalhadas, achando tudo muito engraçado, como se não passasse de uma grande brincadeira. Levei a entrevista para um tom mais sério, mas ainda assim ele falava comigo achando tudo muito normal, muito comum.

O que eu pude perceber com isso é que o que faltava a elas era informação e assistência. Faltava ao agressor saber da dimensão do problema que poderia estar causando. E faltava à que sofre com o bullying saber que aquilo não é normal, mas que é uma forma de abuso moral e que ela deve, sim, procurar ajuda.
A diretora da escola e a psicóloga me contaram de que forma procuram lidar com o problema e, à sua maneira, concordaram que o assunto, mesmo com toda visibilidade que tem ganhado, não é tratado da forma devida em nosso país. Elas acreditam que a legislação brasileira devia dar atenção especial ao tema.

Em quase todos os estados americanos já existem leis que multam escolas que não denunciam casos de bullying ou que tomam uma posição negligente ao perceber o que está acontecendo. No Brasil, mesmo com algumas campanhas de conscientização, ainda não existe uma lei específica.

Não acredito que o bullying vai acabar, mas a justiça não pode fechar os olhos para o problema. Não cabe somente ao pai, à escola ou ao psicólogo agir isoladamente contra o bullying. Iniciativas devem ser tomadas em conjunto e tendo o apoio da justiça para que cada posição tomada esteja apoiada em um respaldo legislativo.

sábado, 9 de julho de 2011

Primeiros Caracteres

No início deste ano, para ser mais exato, nas férias, resolvi que iria experimentar o Facebook e o Twitter, duas redes sociais que ate então eu não fazia ideia de como utilizar. Há muito tempo já ouvia falar das duas, mas não havia surgindo ainda interesse meu por ambas.

Enxergava o Facebook como uma versão mais complicada do Orkut. Já o Twitter era... Na verdade não era nada! Não entendia o porquê da fama daquele miniblog.

Pesquisei sobre os dois e criei uma conta em cada um. Passei a utilizar o Facebook com frequência em pouco tempo, mas já imaginava que iria acabar me tornando assíduo a ele. Já com o Twitter foi uma grande surpresa! No início eu atuava exclusivamente como leitor dos “tweets” postados por quem eu seguia. Mas logo passei a fazer minhas próprias postagens e a me sentir mais à vontade naquele ambiente.

Acontece que como todo estudante de jornalismo (ou como a maioria), gosto de escrever. Às vezes me pegava querendo comentar alguns assuntos de interesse comum ou que haviam sido notícia durante o dia ou durante a semana. Para “saciar” esta vontade, recorria ao Twitter, e era obrigado a resumir tudo a pequenas postagens de 140 caracteres. Passei a postar no Facebook, mas os 420 caracteres disponíveis na caixa de status ainda eram muito pouco.

Foi justamente aí que me ocorreu a ideia de criar um blog, para poder falar tudo em um maior espaço. Pensei duas, dez, vinte vezes e decidi experimentar, assim como fiz com o Facebook e com o Twitter. Espero que o resultado aqui seja tão bom quanto foi nas outras duas redes!

Ainda não fiz uma decisão a respeito do estilo de minhas futuras postagens. Por enquanto irei soltando aqui opiniões, conceitos, comentários, ideias...

O nome do blog... Bom, pelo que eu já disse acima, não fica difícil descobrir o significado.